terça-feira, setembro 29, 2015

A Medicina veio à nossa sala!

A propósito do Dia Mundial do Coração, que se assinalou este ano no dia 26 de setembro, e uma vez que vamos começar o estudo do corpo humano, convidamos a mãe de um aluno a vir até à nossa sala falar um pouco sobre o coração, esse órgão vital de que tanto precisamos.

Ouvimos atentamente as explicações sobre o coração, falamos das válvulas, dos ventrículos, das aurículas, de como o sangue é bombeado, da grande e da pequena circulação, do mal que nos fazem as gorduras, etc.


Depois com grande entusiasmo pudemos escutar o nosso coração a bater, através do uso do estetoscópio. 



Finalmente, medimos a nossa tensão arterial com o auxílio do tensímetro (vimos como funcionava o manual e o automático). Estamos todos com as tensões certas!



Agora falta-nos fazer o estudo estatístico dos dados que registamos. Qual será a moda das tensões? ;-)

E assim a ciência, representada tão bem pela Medicina, veio até à nossa sala, para provar que, este ano, a nossa frequência de trabalho vai andar sintonizada entre os exames, a história e a ciência!

Muito obrigada Ines Anton pela colaboração e disponibilidade! :-D

sábado, setembro 19, 2015

Interpretação do texto "Gustavo e Amélia": uma questão de atenção, compreensão e perspicácia


Com as novas metas curriculares foram introduzidos textos cada vez mais exigentes, tanto a nível de extensão, como de conteúdo. Por isso, é cada vez mais importante que as crianças façam, efetivamente, uma leitura compreensiva e sejam capazes de mobilizar conhecimentos. Não interessa ler por ler. Interessa ler, pensar, formular hipóteses, inferir, perceber sentidos e informações "subreptícias", mas muito importantes para a compreensão de todo o texto.


Segundo Irwin (1986) e Giasson (1993) a compreensão da leitura pode ser decomposta num conjunto de sub-processos que devem ser explícita e sequencialmente ensinados. Os primeiros a serem ensinados são os microprocessos, que têm como função o reconhecimento e agrupamento de palavras e a identificação da ideia principal da frase. À medida que se desenvolve a competência da leitura, também estes sub-processos se vão tornando mais elaborados.

Um dos sub-processos mais importantes nesta fase de ensino em que me encontro são os processos elaborativos (que permitem ao leitor integrar os conhecimentos prévios, formando imagens mentais e ajudam o leitor a fazer previsões sobre o texto, a reagir afectivamente ao texto) e os processos metacognitivos, que permitem a monitorização da compreensão na leitura, sendo importantes para a identificação e reparação da falta de compreensão.

No texto "Gustavo e Amélia"(visível na imagem), que trabalhamos durante esta primeira semana de aulas, foi notória a lacuna destes processos metacognitivos em vários alunos. Porquê? Porque mais de metade do texto induziu as crianças e qualquer leitor (até eu mesma) a pensar que "Gustavo" seria um menino. Até que num parágrafo, à partida sem especial interesse, uma pequena pergunta de "Gustavo" a outra personagem nos fez perceber que afinal se tratava de um espantalho. Aqui foi preciso fazer um "upgrade" à linha interpretativa que estava a ser seguida, pois se não fosse feita,  as crianças errariam quase toda a interpretação do texto (aliás, como aconteceu em alguns casos).


“Uma só linha de um texto desata muitos processos mentais no leitor. O conjunto destes processos é o que gera a compreensão.” (Alliende & Condemarín, 1987:139)

Já agora, depois de lerem o texto, que resposta dariam à seguinte pergunta:

"Alguns amigos de Gustavo tinham ido embora. 
Por que razão teriam partido?"

Podem deixar a resposta no comentário. :-)

segunda-feira, setembro 14, 2015

4.º ano: chama-me que eu vou!!!

É já amanhã que começa mais um ano de caminhada, deste vez, a última com este grupo. Parece que ainda ontem começamos e já estamos no 4.º ano...

Este, vai ser um ano dedicado a sedimentar aprendizagens e a preparar a próxima etapa. É, sem dúvida um ano trabalhoso. Temos também os exames pela frente, para os quais evidentemente nos iremos preparar, no entanto, espero que esse peso que agora o último ano do ensino básico transporta, não nos retire forças para continuarmos a explorar mundos e a aprender com entusiasmo. 

"Exames, História e Ciência: ondas da mesma frequência" - é por aqui que, este ano, nos vamos sintonizar.



4.º ano... chama-me que eu vou! :-D

(e, como diz o David Fonseca: já te vejo em todo o lado!!!)

quarta-feira, maio 06, 2015

Indústria e arte

Começamos a estudar as atividades económicas há algum tempo e estamos agora mesmo a trabalhar a indústria, por isso hoje fomos conhecer de perto várias fábricas ligadas à produção industrial de S. João da Madeira. Acabamos com a mágica fábrica da Viarco, porque afinal, este ano, estamos também a abordar a arte... e quanta arte se produz nas salas de aula com um simples lápis de cor!

Depois de devidamente equipados, começamos por visitar o Museu de Chapelaria; local onde dantes se encontrava uma das maiores fábricas de chapéus da Península Ibérica.



Por entre a maquinaria e as fantásticas explicações da guia que nos acompanhou ficamos a saber muito mais sobre o processo de fabrico de chapéus: desde a matéria prima até ao produto final.






De seguida fomos até à fábrica de calçado Evarest perceber o processo de fabrico do calçado. 

Aqui pudemos contactar com os operários e ver as máquinas em laboração.
Havia muito trabalho, barulho e cheiros fortes de peles e colas.




Acabamos o nosso percurso do Turismo Industrial na Fábrica da Viarco. Quanto a mim, esta fábrica tem um ambiente muito especial. Tudo o que lá vimos é antiquíssimo. Parece mesmo que entramos noutra dimensão. Agora, ao pegarmos num lápis, vamos saber tudo o que ele passou até chegar às nossas mãos e por quantas máquinas e outras mãos passou.





E mesmo no final, numa das paredes da loja da Viarco, encontramos este painel. Como é possível termos encontrado, nestas três palavras destacadas, o resumo da nossa visita de estudo (e de muito trabalho que temos feito) nesta simples parede? Há coisas fantásticas!


sábado, março 07, 2015

Cartas especiais

Durante as duas últimas semanas estivemos a trabalhar a carta. Num dos exercícios propus aos meus alunos para me escreverem uma carta sobre o que eles achavam das nossas aulas e dos trabalhos que temos feito. 

Uma delas, talvez a mais completa, dizia o seguinte:

Vou responder rápido, prometo!

terça-feira, março 03, 2015

Solo, rochas e relevo - formas de arte na Natureza

Hoje foi dia de passar um pouco a minha paixão pela Geologia aos meus alunos. 

Falar de rochas, sem lhes mostrar a riqueza e a beleza de minerais que há na Terra, não me parece de todo correto.

Nada como ver alguns, com os nossos próprios olhos, e admirar a sua forma a aparência.






"Professora, e este? Tem tanto brilho! Este é espetacular!" 
"Ah... eu gosto mais deste! Já viste bem a forma dele?!
"E a pirite? Já decidi! Eu gosto do "ouro dos tolos."

E claro que não podia falar em minerais, sem lhes dar a conhecer um dos meus favoritos: a labradorite!


Pronto, depois voltamos ao livro e ao programa, mas este bocadinho de descoberta e de fascinação, soube muito bem. E a mim, lembrou-me os tempos em que estudei Geologia e "bateu" uma saudadinha tão boa...

domingo, março 01, 2015

A arte inspira

Hoje, enquanto corrigia alguns trabalhos dos meus alunos, dei com esta pequena, mas maravilhosa composição, resultado de um trabalho sobre escrita livre, feito a partir da nossa "Casinha de Histórias".


Um planeta mágico

             Era uma vez uma fada chamada Luna. Ela vivia numa casa distante, num país distante de um planeta distante. Mas, mesmo que a sua casa, situada num país de um planeta distante fosse melhor do que a casa de Gaudí, em Barcelona, ela queria conhecer mais planetas, mais países e mais casas. Ela queria encontrar um novo planeta, onde ela própria pudesse criar todas as casas. Às vezes fechava os olhos e imaginava como ele seria. 
             Esse lugar teria rios encantados, sempre com ondas tranquilas e toda a gente andaria com guarda-sóis a tapar a cara por causa do sol, que lá seria muito intenso e não pararia de brilhar. Lá, os animais, como os ursos, até seriam simpáticos. As pessoas passariam os dias a apanhar flores bem cheirosas, que perfumariam os seus cabelos e as suas casas.
             E era assim, num lugar assim, que a fadinha viveria todos os dias.