sábado, junho 25, 2016

Fim de um ciclo

E eis que de repente cheguei ao fim de mais um ciclo. Mais uma caminhada que se encerra comigo, mas que continua por outras paragens, com outros destinos. Esta fotografia, mostra um dos nossos momentos finais enquanto turma. Obrigada pelas surpresas tão boas, que me aqueceram tanto o coração!



Foram quatro anos muito intensos, como é tudo na minha vida. Houve momentos bons, momentos maus, momentos assim-assim, mas sempre com a vontade de fazer mais e melhor (umas vezes com mais sucesso, outras com menos). Ser professor não é tarefa fácil e tem de se gostar muito o que se faz para às vezes se aguentarem os momentos de desânimo, que no dias que correm, vão sendo bastantes, pelas mais variadas razões. 

Destes quatro anos, que nem sempre foram fáceis, tanto a nível pessoal (devido à doença da minha mãe que muito me abalou e aproveito para agradecer todo o apoio que me deram), como a nível profissional, levo comigo experiências de aprendizagens fantásticas e os sorrisos e o brilho dos olhos dos meus queridos alunos: uns mais fáceis de lidar, outros mais difíceis, uns mais maduros, outros menos, uns mais conversadores, outros mais sossegados... mas de todos eles levo o que de melhor há: a sua essência de criança, o som das gargalhadas, a vontade de aprender, a motivação constante e o gosto por partilharem comigo grande parte dos seus dias.


Aos pais que me acompanharam nesta viagem, agradeço também. A todos vocês que estiveram sempre lá, num espírito de equipa e entre-ajuda, a partilhar dúvidas e anseios, sonhos e expectativas, caminhando lado a lado, comigo, no alcance de melhores resultados para os seus filhotes. Vou guardar com carinho os laços que criamos... :-)

Não posso de todo, esquecer a apoio fantástico das auxiliares: Lucinda, Mónica e Sílvia, sempre presentes e disponíveis para o que fosse preciso. E aos meus colegas, companheiros desta viagem, com quem partilhei também tantas coisas, especialmente, tu, Fabi... que tantas vezes trocamos ideias para trabalhos, preocupações sobre alunos, etc.

Custa encerrar um ciclo... é sempre um desprendimento e os desprendimentos custam sempre. Como dizia a mãe de uma aluna: "aii, professora, vai custar cortar este cordão umbilical". Mas chegou a hora de o fazer, não totalmente, porque espero continuar presente na vida destas vinte e uma melguinhas... agora, novos voos se preparam e o que desejo sempre, meus queridos, é que sejam sempre muito, muito felizes!

Que doce caminhada!



Obrigada e um até breve à próxima fornadinha! :-D

Beijinhos para todos e boas férias! (este beijinho tem sabor a Sado e golfinhos...)


Prof.ª Leonor


segunda-feira, maio 02, 2016

25 de abril

Queridos alunos, aqui ficam os vídeos que vocês solicitaram.







Beijinhos

segunda-feira, abril 18, 2016

O nosso metro quadrado

Já há muito tempo que não atualizava o blogue, mas hoje, uma aluna veio perguntar-me: "Ó professora, não podes por isto que estamos a fazer no blogue?" - então, cá vai!

Estamos neste momento a construir o nosso metro quadrado. E devagarinho, lá vão chegando os decímetros quadrados, com padrões e desenhos engraçados. Um a um vão sendo colados, até estarem os 100, todos juntinhos, de mãos dadas, para formarem o, colorido, metro quadrado! 



Até breve! :-)

P.S.: O prometido é devido, Margarida!

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Leitura... da minha mão para a tua!

E pronto, começamos hoje a nossa nova atividade para a promoção da leitura! Os livros já estão distribuídos e a motivação está em alta. Em breve começarão a chegar os feedbacks. Aguardo-os ansiosamente! :-)



Daqui a quinze dias os livros trocam de mãos. E assim vai andando a leitura, da minha mão para a tua!



quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Mais uma voltinha pelo sistema solar!

Hoje tivemos na nossa sala de aulas uma visita muito especial. Sofia Fernandes, tia de uma aluna da turma, é estudante do curso de Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico, e veio ter connosco para nos aumentar os conhecimentos sobre o sistema solar, uma vez que foi uma parte da matéria que suscitou uma imensa curiosidade e interesse na turma.






 


Por entre muitas dúvidas e espanto (e também consciencialização da nossa pequenez) ouvimos com muita atenção todas as explicações que a Sofia nos deu. Até ficamos a saber o que é uma unidade astronómica!

Já agora, aproveito e lanço a questão:  por que se usará a expressão "conta astromónica/valor astronómico", quando se vai ver ou pagar o preço alguma coisa? ;-)

Quem responder tem direito a rebuçado! :-D

Para juntarem a Literatura a este tema, aconselho, ainda, a leitura do delicioso livro do José Jorge Letria - "Corpos Celestes" e desafio-vos a escreverem um poema sobre este tema (vá lá... aproveitem a rima!)



Muito obrigada Sofia Fernandes pela disponibilidade a amabilidade! Gostamos da tua visita!

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Da minha mão para a tua - criando elos pela leitura

Para mim, a leitura é tão necessária para a aprendizagem como a ingestão de legumes numa alimentação saudável. Até se pode não gostar de legumes, mas a verdade é que se eles nos fazem falta e são saudáveis, devemos insistir no seu consumo. Certo? O mesmo se passa com a leitura. Quantas e quantas vezes nos deparamos com alunos que não gostam de ler? Quantos deles acham que é uma atividade monótona e secante, principalmente quando há por perto tantos distratores e cada um deles mais aliciante do que o outro? Sim, é verdade. A leitura é uma atividade que exige concentração. Exige sossego. Mas desenvolve tanto e tanto!


Por isso cabe aos educadores (pais e professores) estimular o gosto pela leitura. Incentivar à leitura. Partilhar experiências de leitura. Proporcionar momentos de leitura. E ajudar a perceber a leitura como um ato de fruição, de lazer, de prazer.

Seguindo esta linha de pensamento, iniciaremos em breve mais uma atividade para a promoção da leitura. Continuaremos, no entanto, a atividade "Leitura entre nós: uma atividade para filhos, pais e avós", pela importância da leitura em voz alta (sentir cadências, melhorar dicções, compreensões...) e da sua partilha com o outro. Aliás, estudos recentes revelaram vários benefícios para o cérebro quando lemos em voz alta ou ouvimos uma história. A leitura em voz alta produz uma maior ativação em ambos os hemisférios cerebrais. 

Então, muito em breve embarcaremos em mais uma viagem pelo mundo das histórias, dos poemas, das aventuras... Preparem os livros, porque eles vão passar, com muita amizade e ternura, "Da minha mão para a tua"! :-D


sábado, janeiro 30, 2016

O Bojador

Na última ficha de avaliação de Português os alunos puderam encontrar dois textos sobre o tempo dos Descobrimentos, mais precisamente sobre o Infante D. Henrique e o Gil Eanes. Um desses textos consistia num excerto do fabuloso livro de Sophia de Mello Breyner - O Bojador.




Com base desse excerto, os alunos foram "convidados", no item da produção textual, a continuar a história,  a partir do momento em que o Gil Eanes regressa a Portugal, dirigindo-se ao Velho para lhe contar as aventuras passadas no mar e o sucesso da sua viagem.
Comecei a corrigir as provas e deparei-me com um texto fantástico que uma aluna escreveu e que acho que merece ser partilhado. Aproveitando as descrições do texto original e as vivências que teve aquando da visita do Museu dos Descobrimentos, eis que a aluna se livra da tarefa, escrevendo esta pequena maravilha.



De volta a Portugal


Gil Eanes, ao sair da barca gritou, um grito de vitória, e sorriu ao Infante D. Henrique, que o mirava com orgulho.
Ele reparou no velho de barbas brancas, que o olhava com um sorriso pouco credível.
- Ele está a mentir! De certeza que não passou o Cabo Bojador! Nem o escrivão deve ter anotado isso. - murmurou o Velho.
- Trago aqui a prova! - exclamou Gil Eanes, confiante, e da sua mão saiu uma especiaria, nunca antes encontrada pelos portugueses. Era vermelha e um pouco mole. - Ninguém encontrou isto, tenho a certeza! - acrescentou.
O navegador aproximou-se do Velho, da criança, da mulher e do rapaz para eles a analisarem. O Velho não teve outra alternativa, senão dizer a verdade e, portanto, constatou:
- Sim, na verdade, é nova por aqui. Mas como sabemos que foi encontrada para além do Bojador?
- Depois de passarmos o Cabo Bojador, eu encontrei isto numa pequena terra. Comprova-se tudo. O escrivão tem tudo anotado no diário de bordo. - contou Gil Eanes.
- Mas como é que passaram aqueles monstros marinhos e o nevoeiro sem fim? - perguntou o Velho.
- Isso é tudo mentira. Se ninguém passou para além do Cabo, não podem dizer isso. Eu passei e não digo o mesmo!
O Velho começou a acreditar nele e felicitou-o pela sua vitória. Afinal, não era impossível passar o Cabo Bojador!



Agora vou voltar às correções, para ver se encontro mais pedrinhas preciosas! :-)