Aproveitando a maravilhosa escritora que é a Sophia de Mello Breyner, e o facto de estarmos a explorar o oceano, deixo-vos aqui um pequeno excerto de um outro livro fantástico desta autora - A Menina do Mar.
A Menina do Mar (Excerto)
"Tu nunca foste ao fundo do mar e não sabes como lá tudo é bonito. Há plantas de algas,
jardins de anémonas, prados e conchas. Há cavalos-marinhos suspensos na água
com ar espantado, como pontos de interrogação. Há flores que parecem animais e animais
que parecem flores. Há grutas misteriosas, azuis escuras, roxas, verdes e há planícies sem
fim de areia fina, branca, lisa."
Sophia de Mello Breyner, in A Menina do Mar
E agora, a partir deste pequeno excerto, vêm os desafios! Aqui vão eles:
1. Retira do excerto três verbos, três nomes, três adjetivos.
2. Escreve quatro palavras da família da palavra "mar".
3. Retira do texto uma palavra que esteja no feminino, no plural e que tenha mais de duas sílabas.
4. A Maria fez um desenho sobre o fundo do mar. Desenhou 12 anémonas. Ela pintou 1/4 das anémonas de vermelho, 2/4 de verde e pintou as restantes de roxo. Quantas anémonas roxas havia no desenho que a Maria fez?
Bom fim de semana e até segunda! Beijinhos.
P.S.: Em relação ao nome da Sophia de Mello Breyner Andresen... o avô paterno era dinamarquês e a família da mãe dela era de origem belga.
A casa onde ela viveu chama-se "Quinta do Campo Alegre", onde hoje fica o Jardim Botânico do Porto.
Desta vez atrasei-me, mas cá vão os desafios, ainda sobre as criaturas do Oceano.
1. O meu corpo é composto por 95% de água. Ninguém gosta de me encontrar, mas os japoneses consomem-me em saladas. Quem sou?
2. Quantos tentáculos tem um polvo?
3. Muito sociável e brincalhão, sou certamente o mais simpático dos mamíferos marinhos. Sou conhecido pelas acrobacias que faço sobre a água. Quem sou?
4. As tartarugas marinhas passam a vida no mar, mas, de vez em quando, vêm a terra. Porquê?
5. Num domingo à tarde, a Ana, o Jonas e o Alfredo foram à praia apanhar conchas. O Jonas apanhou mais 20 conchas do que a Ana e o Alfredo apanhou mais 5 conchas do que o Jonas. Os três apanharam, no total, 120 conchas. Quantas conchas apanhou cada um?
Finalmente entramos nas águas profundas dos oceanos, por isso, os desafios vão ser sobre este habitat!
Desafio 1
Numa gruta, no fundo do mar, havia apenas dois cavalos-marinhos, uma estrela-do-mar e três tartarugas. Mais
tarde, juntaram-se a eles cinco cavalos-marinhos, três estrelas-do-mar e quatro tartarugas. Quantos
animais marinhos ficaram na gruta?
Desafio 2
Depois de ter falado sobre animais marinhos numa das aulas, o Filipe contou à professora que tinha tido um sonho com vários caranguejos e duas tartarugas. E perguntou à professora o seguinte:
- Professora, se no meu sonho tivesse contado as patas dos vários animais com que sonhei e tivesse viste que havia 38 patas, com quantos caranguejos tinha sonhado? (Ajuda: os caranguejos com que ele sonhou eram como estes da imagem). Consegues descobrir a resposta?
Temos andado a explorar alguns provérbios e expressões da nossa língua, que são verdadeiras mensagens secretas. :-D
Hoje o desafio vai ter mesmo a ver com isso. Vou aproveitar que andamos a falar dos animais e dos seus habitats e vou deixar aqui alguns provérbio e expressões que envolvam os animais.
Então, o que vos peço neste desafio é que escolham dois ou três provérbios/expressões dos que vos deixo aqui e que descubram e expliquem, nos comentários, o significado deles.
1 - "Filho de peixe sabe nadar."
2 - "Cada macaco no seu galho."
3 - "Lã a carneiro nunca pesou."
4 -"Quando as galinhas tiverem dentes."
5 - "Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas."
6 - "Para o passarinho, não há como o seu ninho."
Bom fim de semana e até segunda, fofinhos.
A ver se este "Abril, de águas mil" nos dá um fim de semana de sol! 😊
E a propósito da Páscoa, hoje vou falar-vos do coelhinho. Conseguimos ver alguns coelhos na Quinta de Penteeiros, lembram-se? A verdade é que os coelhos estão sempre a roer alguma coisa para evitar que os seus dentes cresçam demasiado. Os dentes dos coelhos crescem de forma permanente, como acontece com as nossas unhas, e a mastigação permite-lhes desgastá-los.
Outra particularidade é que o coelho se reproduz muito rapidamente. Uma coelha pode ter uma dezena de crias, cinco vezes por ano, ou seja, 50 filhos num ano! E é por este motivo que o coelhinho se usa muitas vezes com símbolo da Páscoa. É um animal que simboliza a vida.
Sobre o Coelhinho da Páscoa, existe também a lenda de uma mulher que coloriu alguns ovos de galinha e os escondeu, para os dar aos seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram os ovos, um coelho passou a correr, espalhando-se, então, a história de que o coelho é que tinha trazido os ovos.
E agora vêm os desafios!
1) Durante as férias da Páscoa, o Bernardo pintou a palavra "COELHINHO". Ele pintou uma letra por dia e começou numa quarta-feira. Em que dia da semana é que o Bernardo teria pintado a última letra da palavra?
2) Que pedra deverá o coelhinho colocar do lado direito da balança, representada na figura, de modo a igualar o peso dos dois lados?
3) A figura em baixo apresenta um labirinto mágico. Em cada casa do labirinto há um ovo da Páscoa. O coelho entra no labirinto e quer sair de lá com o maior número possível de ovos da Páscoa. Ele só pode passar uma única vez por cada casa. Qual é o maior número de ovos que ele pode apanhar? (se calhar é mais fácil se imprimires o labirinto e usares cores, por exemplo).
a) 17 b) 33 c) 37 d) 41 e) 49
E agora desejo-vos um bom resto de férias.
E espero que venham cheios de energia para recomeçarmos as aulas!
Olá, olá! Vou aproveitar o feriado para atualizar o nosso blogue.
No seguimento da publicação anterior e do que vimos na Quinta de Penteeiros, hoje vou falar um bocadinho sobre os animais da quinta.
Há muitos anos que os nossos antepassados caçavam o auroque (uma espécie de boi selvagem), o veado e cavalos selvagens. Atarracados, de cor bege ou cinzenta, esses cavalos foram representados por artistas pré-históricos sobre as paredes das grutas. Por necessidade, o Homem começou a domesticar animais e talvez o cavalo tenha sido um dos primeiros a ser domesticado.
Os animais domésticos representaram (e representam ainda) um papel muito importante na vida do Homem. Graças a eles, o Homem pode cultivar vastas extensões de terra e criou "stocks" de alimentos que o puseram ao abrigo da fome. A lã dos carneiros, por exemplo, esteve na origem de uma importante indústria têxtil.
No que diz respeito às aves, parece que a sua beleza foi o primeiro motivo de domesticação, tendo sido a produção de carne e ovos procurada depois.
Aqui ficam algumas curiosidades sobre alguns animais da quinta.
O galo, a galinha e o seu pintainho (gallus gallus)
Os galos e as galinhas mal conseguem voar e bicam o chão em busca de grãos ou minhocas. Do ovo da galinha, fecundado pelo galo, sai o pintainho.
O galo canta, galinha cacareja e o pintainho pia.
O porco, a porca e o leitão (sus domesticus)
A porca é a fêmea do porco. Tem o corpo em forma de pipa, as patas finas e uma grande cabeça. seu focinho, bicudo, ajuda-a a procurar comida. A cria do porco e a da porca é o leitão.
Estes animais grunhem, roncam ou guincham.
A ovelha, o carneiro e o cordeiro (ovis aries)
O macho da ovelha chama-se carneiro. Do carneiro e da ovelha nascem os cordeiros.
Estes animais balem ou berram.
A cabra, o bode e o cabrito (Capra hircus)
A cabra é a fêmea do bode e o filhote deles é o cabrito.
Com os seus cascos, a cabra pode aventurar-se por terrenos escarpados. Tem cornos pequenos e arqueados e alimenta-se ruminando a vegetação. Os cabritinhos normalmente gostam de saltar e são muito brincalhões.
A vaca, o boi e o vitelo (bos taurus)
A vaca alimenta-se da erva que pasta. Primeiro engole-a sem a mastigar, depois, o alimento segue do estômago para a boca, onde é ruminado.
Tal como todas as fêmeas dos mamíferos, alimenta as suas crias - os vitelos - com o leite produzido nas suas tetas.
O burro e a burra, também chamados asnos, distinguem-se do cavalo e da égua pelas suas grandes orelhas, pela cauda comprida e também por serem mais pequenos.
Aqui em Portugal há uma espécie de burro muito especial, chamado burro mirandês (na zona de Trás-os-Montes).
O burro de Miranda possui características únicas que nos permitem identificar o animal. São elas:
- Pelagem de côr castanha escura com gradações mais claras nos costados e face inferior do tronco. - Pêlo comprido e grosso. - Orelhas grandes, largas na base e arredondadas na ponta, e com pêlo abundante. - Cabeça volumosa. - Focinho curto com a extremidade branca. - Lábios grossos. - Olhos rodeados por uma mancha branca. - Pescoço curto e grosso. - Peito largo. - Estatura elevada, mais do que 1,20 m , idealmente com 1,35 m. - Fisicamente robustos com patas grossas. - Temperamento dócil.
Para saberes mais sobre os burros, podes ver aqui mais algumas informações:
O 2.º Período chegou ao fim e com ele veio a possibilidade de entrarmos em contacto com um ambiente que ainda não tínhamos explorado: o habitat de água doce.
O dia esteve chuvoso e de cara feia, mas ainda assim seguimos cheios de entusiasmo para um dos espaços mais encantadores de Ponte de Lima: a área protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. E, aproveitando a proximidade da Quinta de Penteeiros, fomos também experimentar algumas vivências do ambiente rural. Assim, na parte da manhã exploramos a vida selvagem, longe de caixas e gaiolas, e da parte da tarde fomos até ao ambiente doméstico, onde foi visível a intervenção do homem no maneio dos animais.
Voltando às Lagoas... aqui, e de forma direta (em pleno ambiente natural) ficamos a conhecer melhor o primeiro habitat aquático que vamos abordar: as águas doces. Estas são diferentes das águas salgadas dos mares e dos oceanos e podem dividir-se em dois grupos:
- Águas "dormentes" - que permanecem imóveis, tirando os movimentos provocados pelo vento ou pela circulação que afeta as suas diferentes camadas ao longo o ano. Aqui encontram-se os pântanos, as lagoas, os charcos e os lagos.
- Águas "correntes" - que correm em direção ao mar, onde desaguam. Aqui encontram-se as torrentes, os ribeiros, os rios e as nascentes.
Dormentes ou correntes, as águas doces são o lar de uma grande variedade de vida selvagem e ontem ouvimos falar em inúmeras espécies (animais e vegetais) características destes ambientes.
Consegues lembrar-te de algumas?
Ora então, o desafio deste fim de semana, consiste em fazeres um pequeno comentário sobre a visita de estudo de ontem e tentares referir o nome de algumas espécies de que o Valter falou ao longo da nossa visita às lagoas. (E durante as férias da Páscoa, vou falando um bocadinho sobre elas aqui no blogue.)
Deixo-vos agora algumas fotografias do dia de ontem, em que as galochas foram mais que necessárias. Acho que precisamos de atualizar o nome do nosso projeto e incluir a "chuva" nele. Vai ficar assim:
Ao ar, ao sol, à chuva e ao vento... na natureza me reeinvento! 😊
Este é um blogue que pretende partilhar alguns bons momentos de caminhadas feitas pelo trilho do 1.º Ciclo. Por que a aprendizagem deve ser sempre uma doce caminhada!